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Perfil StartAgro: como a Lotan está criando defensivos sustentáveis

Nome: Lotan

O que faz: Usando biotecnologia, a Lotan cria novos pesticidas, mais eficazes e específicos e menos prejudiciais. Esses defensivos são desenvolvidos utilizando a tecnologia RNAi,  ou RNA de interferência, e consiste na criação de moléculas capazes de entrar em células-alvo e cancelar alguns genes específicos, impedindo que eles sejam convertidos em proteínas. Danilo Zampronio, CEO e diretor de tecnologia da Lotan, faz uma analogia: “se o defensivo tradicional é uma bomba, nosso produto é um franco-atirador”.

Que problema resolve: Atende à demanda crescente por defensivos mais sustentáveis e por novas possibilidades capazes de dar conta de novas pragas

Qual o diferencial: Embora a tecnologia de RNAi não seja absolutamente nova e grandes empresas como a Syngenta e a Bayer desenvolvam produtos utilizando a interferência genética, a Lotan evita a transgenia. Segundo a startup, mesmo quando as pragas se mostram resistentes aos defensivos é possível contornar essa resistência em um tempo muito inferior ao de outras práticas. Por serem moléculas orgânicas criadas em laboratório sua toxicidade é muito inferior aos defensivos tradicionais.

Modelo de negócios: Royalties cobrados sobre a utilização de moléculas desenvolvidas pela startup

Um breve perfil da startup: As atividades começaram em 2016 a partir de uma ideia que surgiu no Clube de Biologia Sintética da USP, o Synbio, espaço aberto de discussões sobre ciências. No início, os fundadores faziam suas pesquisas no Laboratório de Química da universidade até que foram incorporados ao Cetec, uma incubadora instalada no campus da USP. O novo laboratório da Lotan ficou pronto entre o final de 2017 e o começo de 2018 e desde então a startup tem feito projetos customizados para clientes em busca de ativos específicos. Os próximos passos incluem a busca por parcerias na produção em grande volume e em quantias viáveis. Atualmente, a Lotan estuda moléculas capazes de atuar contra pragas no trigo, cevada e arroz e está iniciando uma série de pesquisas com moscas-brancas e lagartas Spodoptera.

Time: Danilo Zampronio (CEO e Diretor de Tecnologia)
Otto Heringer (CFO)
Karent Romero Gutiérrez (Microbióloga)
André Hermann (Químico)
Antony Brayan Salazar (Farmacêutico)

Estágio atual: Desenvolvimento de produtos

Visão de futuro: A startup espera ter uma produção em escala consolidada ainda em 2019. E pretende expandir as operações a partir de uma rodada de captação.