Campus /


Esalqueanos: o aplicativo da mais influente e seleta comunidade do agronegócio

startup_191690525

Sabia que a comunidade de ex-alunos e funcionários da Esalq tem um aplicativo? Mas não é qualquer aplicativo – e, no fundo, a questão mais importante não é de tecnologia, mas de networking.

Esalqueanos é o app que reúne e mais influente e seleta comunidade de agronegócio brasileiro.

A Plant Project fez uma reportagem que mostra como funciona a comunidade.

Confira:

Esalq, de república a nação

Por Romualdo Venâncio
Fotos Toni Pires

Plant Project

No concorridíssimo mundo digital, um aplicativo com 7 mil usuários normalmente seria considerado inexpressivo. Existe um, no entanto, que nos últimos anos se transformou em um dos pontos de encontro (virtual, é verdade) mais influentes do agronegócio brasileiro – e, pode-se dizer, até mesmo mundial. É um clube seleto. Você não terá acesso ao “Esalqueanos”, a não ser que seja, efetivamente, egresso ou participante dos corpos de alunos e professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Desenvolvido e gerido há quatro anos pela ativa Adealq, a associação dos ex-alunos da Esalq, o app levou para dentro dos smartphones uma instituição que tem marcado os 117 anos de história da mais tradicional escola de ciências agrárias do Brasil
– e também integrante do Top 5 mundial nessa área acadêmica: a eficiente rede de conexão entre esalqueanos, uma relação que supera barreiras profissionais, de idade e de sexo.

A força dessa conexão vem, primeiramente, da história centenária que colocou Piracicaba, cidade a 160 quilômetros de São Paulo onde fica a antiga fazenda que hoje hospeda o magnífico campus da escola, em evidência no mapa do desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Desde seu início como Esalq-USP, em 1934 – pois a história começa bem antes, lá em meados de 1901 –, a instituição já formou perto de 11,8 mil engenheiros agrônomos. Entre eles há nomes que participaram efetivamente do cenário político e econômico do agronegócio nacional, como os ex-ministros da Agricultura Fernando Souza Costa, durante o governo de Getúlio Vargas; Hugo de Almeida Leme, com Castelo Branco; e Roberto Rodrigues, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Há ainda um batalhão de engenheiras e engenheiros menos expostos aos holofotes, cuja importância é também histórica. São profissionais responsáveis por criar e fomentar técnicas, procedimentos e sistemas de gestão que desde o século passado contribuem para aprimorar as atividades agrícola e pecuária no Brasil, tanto na rotina de campo quanto dentro de um laboratório ou mesmo no comando de grandes corporações, direta ou indiretamente ligadas ao agro. Trata-se de uma significativa contribuição para que possamos ter duas, três ou mais safras por ano, elevando os índices produtivos sem a necessidade de ampliar a área cultivada, algo que surpreende e intriga estrangeiros que conhecem mais de perto nossa agropecuária (continue a ler na Plant Project.)