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Climate Experience mostra as novidades da plataforma de agricultura digital FieldView

Celebrando dois anos do lançamento comercial de sua plataforma FieldView, a Climate, braço de agricultura digital da Bayer, decidiu levar os eventos que normalmente faz em São Paulo, com o objetivo de mostrar as novidades da solução e o impacto causado pelo sistema, para as regiões produtoras. Foram 32 edições da Climate Experience, e o StartAgro esteve nem Uberlândia, Minas Gerais, para o encerramento dessa maratona.

Mateus Barros, líder de negócios da Climate para a América Latina, apresentou algumas das novidades da plataforma. Segundo ele, são mais de 100 novas funcionalidades disponíveis para os agricultores. A principal é a prescrição manual, que permite correlacionar as informações captadas para gerar recomendações mais assertivas de sementes. Testes já foram feitos com produtores parceiros, e os resultados foram apresentados no evento.

A solução da Climate é formada por um hardware e um software. O hardware é o FieldView Drive, um pequeno dispositivo que pode ser acoplado em qualquer maquinário e será responsável por coletar todos os dados e enviá-lo à plataforma, via bluetooth. Os dados ficam em iPads instalados nas máquinas, e quando elas retornam à sede, esses dados são sincronizados. “É uma maneira de driblar a falta de conexão no campo”, diz Mateus. O software cria uma versão digital de toda a propriedade, fornecendo benefícios agronômicos e de gestão operacional.

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A principal vantagem do FieldView, de acordo com Mateus Barros e sua equipe, está em oferecer um sistema aberto, compatível com equipamentos de 20 marcas e mais de 200 modelos, de John Deere, Case, Massey Ferguson e New Holland a Valtra e Stara. Diversas startups também permitem a integração de suas soluções com o FieldView. A Fortron, por exemplo, cria dispositivos capazes de “digitalizar” qualquer equipamento, por mais antigo que ele seja. O produtor compra um kit de sensores, instala o Drive da Climate e pode entrar no mundo da agricultura digital.

“Vivemos um período em que os paradigmas são quebrados constantemente”, diz Gerhard Bohne, presidente da divisão agrícola da Bayer no Brasil. “É preciso encontrar maneiras de produzir mais, e a agricultura digital vai ajudar nisso”. Segundo ele, o core business da Bayer continua sendo química e sementes. Mas a empresa investe em tecnologia, em hardware e software, porque quem não entrar no mundo digital “está morto”. “São esses caras que vão garantir a sobrevivência da Bayer por muitos anos”, diz ele, apontando para a equipe da Climate.