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Chips no comando: produtores escolhem o maquinário com base nas tecnologias embarcadas

Por André Sollitto

Na hora de assinar um cheque para fechar a compra de um trator ou plantadeira, o que os produtores levam em conta? Durante muito tempo, fatores como capacidade e potência desse maquinário eram decisivos. Afinal, durante quase um século com poucas mudanças drásticas nesses equipamentos, pequenos incrementos eram suficientes para justificar os preços mais altos. Hoje, com a digitalização da agricultura e a iminência da chegada de uma nova era da conexão de máquinas com a tecnologia 5G, esses fatores continuam importantes, mas se tornaram praticamente secundários. Importante mesmo é a capacidade de captura e processamento de dados dessas máquinas, dotadas de computadores e microprocessadores que analisam centenas de atividades simultâneas.

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Essa mudança faz parte de uma longa e gradual evolução que chega agora à fase da chamada agricultura digital. Essa história passou por alguns momentos decisivos. O lançamento do primeiro arado autolimpante, em 1837, por John Deere, fundador da companhia que leva seu nome, foi um deles. Mais tarde, o motor de combustão interna, a diesel, representou outra grande inovação. “A evolução vem atrelada à necessidade de produzir mais, com menos. Ou seja, literalmente maximizar a eficiência e a demanda, com menores custos“, afirma Emerson Crepaldi, diretor de Novos Negócios da Solinftec, uma das principais empresas brasileiras fabricantes de soluções de agricultura digital. Após essas descobertas, durante décadas a maneira como esse maquinário funciona ficou estagnada, sofrendo pouquíssimas alterações. Com as tecnologias embarcadas, uma realidade nos últimos anos, o cenário mudou completamente. “O grande segredo, hoje, não está em medir a capacidade de uma máquina em campo, mas sim como podemos aproveitá-la da melhor maneira possível e pelo maior tempo no campo”, diz ele.

Leia a reportagem na íntegra no site da revista Plant Project